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Florestas urbanas

O projeto FUN Porto – Florestas Urbanas Nativas no Porto - promove o conhecimento sobre e a expansão das florestas urbanas no Porto. Porque as árvores fazem bem ao território, às pessoas e à economia da cidade.

 

Cada árvore plantada na cidade é um pequeno contributo para a melhoria da qualidade do ar, a redução da temperatura na cidade em picos de calor, o sequestro de carbono, a regulação da água, a conservação do solo, a promoção da biodiversidade. Ao mesmo tempo, cada árvore aumenta a capacidade de memorização, atenção e concentração e reduz os níveis de stresse dos citadinos.

 

A criação de infraestruturas verdes tem vindo a ser estimulada pela Comissão Europeia como uma oportunidade para obter benefícios ecológicos, económicos e sociais através de soluções naturais. Uma infraestrutura verde é uma rede de zonas naturais e seminaturais, concebida e gerida para prestar uma ampla gama de serviços dos ecossistemas. As árvores, os parques e jardins, os bosques e florestas - no seu conjunto designadas de florestas urbanas - são um dos elementos chave destas infraestruturas verdes.

 

Este projeto é promovido pelo Município do Porto e contribui para o FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, beneficiando igualmente do apoio da equipa deste projeto, do Centro Regional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto).

 

Rede de Biospots do Porto

É uma rede de áreas de floresta urbana (dominantemente autóctone) na cidade do Porto que está a ser criada para promover a biodiversidade, os serviços dos ecossistemas, a adaptação às alterações climáticas e a amenização paisagística. É a materialização de uma parte da Estrutura Ecológica Municipal da cidade. Será, numa primeira fase, constituída por 14 áreas que se distribuem ao longo dos eixos de circulação principais (nós, taludes, áreas verdes laterais), totalizando uma área útil de 17 hectares.

Estão incluídos na intervenção vários nós da Via de Cintura Interna, entre os quais os de Francos, Regado, Freixo, entre outros, bem como a Quinta de Salgueiros (junto ao Estádio do Dragão).

 

As 10.000 árvores a plantar oferecerão à cidade e aos portuenses serviços “invisíveis”, como por exemplo a retenção de poluentes atmosféricos e o armazenamento de carbono, cujo valor estimado é de €500.000 por ano (quando adultas). Além disso, têm o potencial de armazenar aproximadamente 50 toneladas de carbono por ano, contribuindo para as medidas previstas na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.

 

O investimento permite igualmente poupar recursos públicos a médio prazo (cerca de 25.000 euros por ano em custos de manutenção). De modo a garantir a robustez técnica do plano e das intervenções foi constituído um Grupo Consultivo constituído por cinco investigadores de várias universidades, das áreas da arquitetura à saúde ambiental.

 

Este projeto conta com a parceria com a Infraestruturas de Portugal S.A. e a Área Metropolitana do Porto.

 

Já foram instaladas e estão em manutenção cerca de 1.953 destas árvores.

 

Se tem um Jardim, temos uma Árvore para Si

Através da iniciativa "Se tem um jardim, temos uma árvore para si", o Porto coloca anual e gratuitamente à disposição dos munícipes com jardim, quintal ou terreno próprio (sejam residentes ou organizações da cidade) até 10 árvores e arbustos nativos, à escolha. Estas plantas são um contributo do Município do Porto para apoiar e reconhecer o importante papel dos seus munícipes na criação e manutenção de uma robusta infraestrutura verde na cidade.

A meta deste projeto é facilitar a instalação nos jardins, quintais, terrenos e terraços privados da cidade, de 10.000 árvores e arbustos nativos até 2021. Foram já entregues mais de 6.000 exemplares.


As inscrições para a 4ª edição abrem no dia 26 de março!

Pode encontrar toda a informação necessária para realizar a sua inscrição aqui.

 

Viveiro de Árvores e Arbustos Autóctones (Viveiro Municipal do Porto)

O Viveiro de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO é o berço das plantas que são usadas na Rede de Biospots do Porto, na iniciativa "Se tem um jardim, temos uma árvore para si" e ainda nas ações de reabilitação ecológica que são levadas a cabo em toda a Área Metropolitana do Porto. A produção de plantas nativas no Viveiro Municipal do Porto está em curso desde 2014, tendo sido já produzidos cerca de 75.000 árvores e arbustos autóctones.

 

Porto BioLAB – Quinta de Salgueiros

O Porto BioLAB é um espaço que assume um papel especial no âmbito da Rede de Biospots do Porto, já que se pretende criar nos terrenos da antiga Quinta de Salgueiros (junto ao estádio do Dragão), uma floresta urbana prestadora de serviços ecológicos que reúna o melhor do conhecimento e gere oportunidades para novas aprendizagens estabelecendo um espaço de diálogo e de confronto de saberes integrando as várias equipas com distintas competências (biólogos, arquitetos, paisagistas, sociólogos, geógrafos, entre outros). Espera-se que seja uma área piloto na avaliação e otimização dos serviços dos ecossistemas, sejam eles ambientais, culturais, sociais ou económicos.

 

Os trabalhos preparatórios estão em curso e em breve será lançado um concurso de ideias para a área, que respeite os pressupostos ecológicos e sociais que o Município pretende ver garantidos para a área.

 

Rota das Árvores do Porto

A Rota das Árvores do Porto tem como objetivo a divulgação e potenciação educativa e turística dos recursos naturais e culturais existentes no território do Município, sejam eles de gestão pública ou privada. Traduz-se na dinamização de um conjunto de visitas temáticas por ano a quintas, espaços arborizados, jardins históricos.