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Descarbonização

Ao nível da descarbonização há que atuar ao nível das principais fontes de emissão de gases com efeito de estufa. As emissões de GEE no Porto são maioritariamente provenientes dos transportes (39% das emissões totais) e dos edifícios (51%), pelo que Município tem tentado atuar de forma prioritária nestes dois setores com medidas de distintas naturezas:


Frota municipal de veículos ligeiros

Em 2018, 70% das viaturas ligeiras da frota municipal (a gasóleo) foram substituídas por veículos elétricos ou híbridos plug-in, num total de 390 veículos. Com esta medida é evitada anualmente a emissão de 542 toneladas de CO2 e poupados 600.000 euros em combustível. Está em curso a instalação de localizadores em todos os veículos, que recolherão os dados de quilómetros, percursos e consumos a ser agregados numa plataforma eletrónica.


Frota de pesados em renovação

A renovação da frota de veículos de recolha de resíduos sólidos urbanos (da empresa Porto Ambiente) está já em curso, sendo que 70% desta será alimentada a gás natural a médio prazo. No final do ano 2020, 36 veículos a gás natural já circularão no Porto.


Frota de autocarros públicos

Até 2021 está em curso a renovação de 81% da frota de autocarros do Serviço de Transportes Públicos do Porto (STCP), esperando-se a substituição de 276 veículos a gasóleo por elétricos e a gás natural. Em 2018, os primeiros 50 autocarros movidos a gás natural (35) e eletricidade (15) entraram em funções e desde então a frota tem vindo a ser progressivamente substituída.

 

Metro do Porto

A rede de Metro do Porto, que liga sete concelhos ao longo de 67 km de rede e tem o seu centro no Porto, retirou 12.983 veículos individuais de circulação (entre 2002 e 2018) e é responsável por menos 45 mil toneladas de CO2 por ano. Em 2018 foram registadas 63 milhões de validações nesta rede. No Porto está em curso o estabelecimento de uma linha entre dois núcleos da cidade (Boavista - Baixa). Em 2019 foi introduzido o passe único metropolitano (40€/mês para todos os transportes públicos na Área Metropolitana do Porto), que ao final de 12 dias de implementação contava com 20.000 novos aderentes. As crianças até aos 12 anos não pagam tarifa na rede regional. A gratuitidade dentro da cidade do Porto foi alargada até aos 15 anos e, ainda em 2020, será expandida aos 18 anos.


Prioridade ao transporte público

O Município do Porto (entre outros da AMP) são atualmente os detentores do STCP – Serviço de Transportes Coletivos do Porto, podendo deste modo mais facilmente influenciar a prioridade a este modo de transporte e formas de melhorar o serviço ao cliente.

O alargamento de corredores BUS, a otimização das linhas urbanas e a relocalização de terminais são algumas das medidas de prioridade ao transporte público, a par do favorecimento de meios de transporte que utilizem tecnologias de propulsão mais limpas e energeticamente mais eficientes.


Promoção da mobilidade suave

O Porto dispõe atualmente de 20 km de ciclovias, distribuídas pela zona da Asprela, Prelada, Frente Marítima/Marginal, Parque da Pasteleira, Parque da Cidade, Avenida da Boavista e Avenida Gustavo Eiffel. Até ao final de 2020 a rede de ciclovias terá mais 35 km. Nos parques de estacionamento geridos pelo Município há 130 lugares vigiados de aparcamento de bicicletas (grátis). Haverá ainda em breve 210 pontos de partilha de bicicletas e trotinetas na cidade. Haverá ainda 72 bicicletários com capacidade para 520 lugares de aparcamento.

Na Cidade do Porto é permitida a circulação de motociclos em todos os corredores BUS, anteriormente apenas reservados aos transportes públicos.

Há também uma expansão de ruas pedonais, mesmo que temporariamente, como as 16 ruas que fazem parte do recente Plano para Resgatar o Espaço Público do Porto.


Energia elétrica de origem 100% renovável

Toda a energia elétrica adquirida pelo Município do Porto para os edifícios de gestão municipal é, desde 2020, integralmente de origem renovável. Esta foi uma das exigências que o Município colocou ao seu prestador de serviço de energia elétrica, agora que a origem da energia já pode ser certificada.


Edifícios públicos

O Porto dará brevemente início à primeira fase de instalação de sistemas fotovoltaicos nas coberturas dos seus edifícios, em regime de autoconsumo, tendo prevista a instalação inicial de uma potência de 1MW dividida por 35 edifícios (25 escolas da rede pública). Esta intervenção irá permitir uma redução do consumo de energia elétrica de 1.450 MWh/ano e de 530 toneladas de CO2 por ano. 


Iluminação pública

Está em curso a modernização e a alteração da Iluminação Pública para LED que permitirá uma redução de utilização de energia de cerca de 62% face à situação atual, o que representará, apenas em energia, uma economia de custos de operação de 1,5 milhões de euros por ano. Consequentemente será possível uma redução de emissões de GEE de 3.716 toneladas por ano.


Plantar novas árvores

O Porto definiu a meta de plantar 20.000 novas árvores na cidade (maioritariamente autóctones) até 2021. Para isso oferece árvores aos residentes e planta em áreas subaproveitadas. Já foram plantadas 8.167 novas árvores ao abrigo deste programa, que sequestrarão 248 toneladas de CO2 por ano.