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Adaptação

No Plano Municipal de Ação Climática do Porto 2030 (PMAC), aprovado em assembleia municipal a 15 de setembro de 2025, são identificados os principais eventos climáticos que o Porto enfrenta face aos impactos das alterações climáticas:

  • Calor Extremo
  • Frio Extremo
  • Tempestades
  • Secas 
  • Cheias Fluviais
  • Inundações Urbanas
  • Movimentos em Massa 
  • Galgamentos Coteiros
  • Erosão Costeira

 

Face a estes eventos, foi elaborada uma análise de risco que integra o potencial impacto de um evento climático extremo, a exposição dos sistemas humanos ou ecológicos a esse evento e a vulnerabilidade desses mesmos sistemas. Tendo em conta os resultados desta análise, o Município identificou e definiu as suas prioridades de adaptação em sete grandes objetivos:

 

1. Aumentar a proteção das zonas de risco natural e das áreas vulneráveis

Prevenindo os galgamentos costeiros e os movimentos em massa provenientes de chuvas intensas e inundações urbanas, o plano prevê melhorar a proteção da linha da costa e a resiliência das escarpas, implementando o Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho. Pretende também aumentar as ações de requalificação, valorização e reabilitação das linhas de água.

 

2. Promover o conforto bioclimático do edificado público e privado através do uso de soluções sustentáveis e da melhoria da eficiência térmica

Com tendência de aumento do número de ondas de calor e de eventos de precipitação intensa, o plano prevê a reabilitação e requalificação do Parque Municipal de Renda Apoiada e do Parque Escolar Municipal.

Além disso, e como o setor da construção é considerado um dos setores de maior impacto ambiental à escala mundial; o Município desenvolveu o Índice Ambiental do Porto, um sistema de classificação ambiental e energética de operações de urbanísticas.

 

3. Aumentar a resiliência do espaço público através da expansão e requalificação ecológica da estrutura verde de modo a melhorar o conforto bioclimático e a valorizar as linhas de água

O Porto pretende aumentar a sua área verde municipal de acesso público de forma a aumentar em 50% a capacidade de retenção de águas pluviais e aumentar em 15% o número de residentes a menos de 500m de espaços verdes de acesso público. A área verde já existente será requalificada em 25%. Todas estas medidas consideram o uso de soluções baseadas na natureza, promovendo a biodiversidade.

 

4. Melhorar a eficiência do ciclo urbano da água através da adaptação da rede e das infraestruturas associadas à gestão da água

Os eventos de precipitação intensa são cada vez mais frequentes e por isso o plano prevê adaptar as infraestruturas de gestão do ciclo urbano da água para reduzir em 25% o número de ocorrências com inundações urbanas.

Através do aumento da eficiência da rede de abastecimento de água e da melhoria dos sistemas de tratamentos de águas residuais, pretende-se reduzir em até 40% a água não faturada e o uso de 10% de água residual tratada para rega de espaços verdes municipais.

 

5. Aumentar a eficiência dos sistemas de alerta e emergência da cidade

O Município prevê expandir a rede de monitorização e vigilância meteorológica da cidade do Porto através da aquisição de 6 estações meteorológicas automáticas e elaborar instrumentos de planeamento orientados para a resposta a fenómenos climáticos adversos.

 

6. Melhorar as condições de segurança e saúde das pessoas

Promover a construção e reabilitação de Centros de Saúde na cidade e reduzir o número de vítimas em eventos relacionados com fenómenos climáticos extremos. Promover também o aumento da dinâmica agrícola nas áreas rurais da região.

 

7. Aumentar a literacia climática

Para o Município do Porto a educação para a sustentabilidade é uma ferramenta para envolver as pessoas no processo de transição para uma cidade mais sustentável e, por isso, pretende aumentar em 20% o número de participantes em ações de sensibilização e educação ambiental relacionadas com as alterações climáticas.

 

 

 

 

No PMAC foi analisado o grau de execução da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Porto (EMAAC) em 2023, que construiu o primeiro instrumento estratégico e orientador para aumentar a resiliência da cidade, onde foi possível aferir uma execução média de 80% das suas estratégias correspondente a 184 projetos e a um investimento de 234 milhões de euros. Este valor reflete que, na sua maioria, as opções de adaptação propostas na EMAAC estão concluídas ou em vias de conclusão.