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Jardins do Palácio de Cristal

Desde 1542, este espaço era conhecido como o Campo da Torre da Marca, por aqui ter sido construída uma Torre que servia de referência à entrada dos navios na barra do rio Douro. Em 1854, foi aqui construída a Capela Carlos Alberto em honra do Rei de Piemonte-Sardenha que se exilou no Porto depois de perder a Batalha de Novara e onde pouco tempo depois acabou por falecer. 

Motivados pelo que vinha a acontecer na Europa, com o desenvolvimento da indústria e tecnologias e as Exposições Internacionais de Londres e Paris, um grupo de cidadãos fundou a Sociedade do Palácio de Cristal Portuense com objetivo de construir um palácio para alojar exposições agrícolas, industriais e artísticas. Dado que já vinham a ser realizadas exposições agrícolas no Campo da Torre da Marca, este foi o local escolhido para a construção do novo espaço de exposições. 

O rei D. Luís inaugurou em 1865 a Exposição Internacional Portuguesa no imponente Palácio construído em ferro e vidro com 70 metros de largura por 150 metros de comprimento. O Palácio projetado por Thomas Dillens Jones foi um símbolo de progresso e os seus jardins românticos da autoria de Émil David representavam uma nova abordagem ao lazer. 


Devido aos elevados custos de manutenção e à falta de rentabilidade, o espaço caiu em desuso e foi adquirido pela Câmara do Porto em 1933. Em 1951 o Palácio de Cristal foi demolido e deu lugar ao Pavilhão de Desportos (hoje Pavilhão Rosa Mota) construído para albergar o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins de 1952. 

A combinação dos jardins formais com os jardins informais - tipo bosque - juntamente com a localização privilegiada que permite vários pontos de vista sobre o Rio Douro faz deste jardim um dos mais especiais e visitados da cidade. Para além da paisagem, também se pode usufruir de uma Biblioteca Pública com galeria 

de exposições de entrada livre, apreciar fontes e esculturas de várias épocas e estilos por todo o Jardim. As mais destacáveis são A Ternura de Sousa Caldas e A Dor de Teixeira Lopes. 


As Camélias estão presentes em vários pontos dos Jardins do Palácio começando logo pela entrada nos canteiros exteriores do Jardim Émil David. A nascente, os vários exemplares de Camélias acompanham o caminho do visitante desde o Pavilhão Rosa Mota até ao Roseiral. A poente, o Bosque das Camélias é também um local de visita obrigatória não só para os apreciadores, mas também para uma visão completa dos Jardins, uma vez que aqui se observa o tipo de jardim informal. 


Acesso Livre

Morada: Rua de D. Manuel II

Horário: Abril-Setembro 8.00-21.00 / Outubro-Março 8.00-19.00

Transportes:

Autocarro: STCP - 1M, 200, 201, 207, 208, 303, 500, 501, 507, 601, ZM, 12M, 13M

Elétrico: Circular Massarelos - Carmo, Infante - Passeio Alegre